Bienvenido
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
74
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
85
86
87-88
89
90
91
92
93
Contactar
Buscar
94
95
96
97
98
99
100-101


Designed by:
SiteGround web hosting Joomla Templates

Termas y Cabaré / Margarida Vale de Gato PDF Imprimir E-Mail
Margarida Vale de Gato (Vendas Novas, Portugal, 1973). Es autora, entre otros libros, de Edgar Allan Poe em Portugal (Biblioteca Nacional de Portugal, 2009).



Fue necesario perforar los pozos para que se librase el Káiser
del manto de sal, pues de ellos brotó (dijo
el piadoso clérigo) en una tierra donde la gente era salvaje
y comía piedras

mandó construir baños públicos, a imagen del domus
de la villa clásica con veredas, pórticos, cámaras
en una planta donde la gente ardiera, vistiendo cenizas
en su fuga

los líderes nunca paran con sus mejoras: el edificio
a levantar era brique et pierre, de esta forma fue hecho el palacio
neoclásico, con manos de gente destruida tanto
por el hambre como por la bajeza

disparando contra estatuas, sin que volviesen los nervios
al sitio, donde se instaló el vicio, donde vulgares diabluras
brotaron de gente repleta de espíritu, involuntarias
juderías

en cavernas con pinturas rojas de miedo, la cerradura
trazada por velas de luz, reliquias de tabaco donde el camino
conduce a los creyentes a su fin (dijo, de pasada, el platónico)
la gente fracasa

de aquí a los años de temblores tipos, razas, ¿dónde las raíces
de unos y de otros? hablarás de nosotros como de un sueño (dijo
Jorge de Sena) con mucha calma, querida gente
tan obscena.

Bad Oyenhausen, 24 de agosto de 2019

 

Versión del portugués de José Javier Villarreal.

Termas e Cabaré
Foi preciso furar os poços para se livrar o Kaiser / da cobiça do sal, pois deles jorrou nascente (disse / o piedoso clérigo) numa terra onde a gente era feras / e comia pedra // mandou obra de banhos públicos, à imagem de domus / de vila clássica com veredas, pórticos, câmaras / numa planta onde gente ardera, vestindo cinzas / na sua fuga // os líderes nunca param com suas melhorias: o prédio / a seguir era brique et pierre, desta feita neoclássico / palácio, com mãos de gente destruída igualmente / por fome e vilania // disparando contra estátuas, sem que voltassem os nervos / ao sítio, onde se instalou o vício, onde vulgares diabruras / emanaram de gente repleta de espírito, involuntárias / judiarias // em caves com pinturas escarlates de medo, a serradura / traçada por foles de luz, relíquias de tabaco onde a trilha / leva os crentes ao fim (disse, de passagem, o platónico) / a gente falha // daqui a anos terraplanarão tipos, raças, onde as raízes / uns dos outros? falareis de nós como dum sonho (disse / Jorge de Sena) com muita calma, querida gente / tão obscena.



 
< Anterior   Siguiente >

https://luvina.com.mx/foros, Powered by Joomla! and designed by SiteGround web hosting