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Poemas / Gastão Cruz PDF Imprimir E-Mail
Retrato múltiple

Me vuelvo hacia ti o mejor hacia
tu lugar si esta abstracción
es posible en la noche sin

sonido donde eres múltiple eco
procuro
ver de nuevo tus varios retratos

animados por el sol el amor o la respiración
la sangre vuelve
a pasar por tus brazos fotográficos

debo seguir
narrando la ruta irregular
de tu multiplicidad

eras el aire el árbol volverme
hacia ti es como buscar
en el mar a los ahogados

 

Estar en la vida

No sabemos bien a partir de qué momento empezamos a tener, no ya la percepción de la muerte, sino la noción de un cambio en la naturaleza de nuestra existencia, la pérdida de la ilusión de energía que había sido nuestra, igual que la del adolescente que entra en el vagón del metro y, saludando a otro con una fuerte palmada de su mano en la de él, ignora la muerte, pero ignora tal vez también la vida, no sabe que está en la vida.

 

Reconciliaciones

Hay en los sueños reconciliaciones
en lugares blindados

donde no entra nunca la realidad
y el amor es sólo el deseo

que suponemos vivir o haber vivido
en el pozo donde jamás pudimos separar

las aguas del perdido
lecho del río que creímos vivo

de las que en la curva turbia de la memoria
corren de nuevo ahora y no nos mojan

Versiones del portugués de Miguel Casado

_________
Retrato múltiplo
Volto-me para ti ou antes para / o teu lugar se tal abstracção / é possível na noite sem // som onde és o eco múltiplo / procuro / ver novamente os teus vários retratos // animados pelos sol o amor ou a respiração / o sangue torna / a passar-te nos braços fotográficos // devo continuar / a narrar o percurso irregular / da tua multiplicidade // eras o ar a árvore voltar-me / para ti é como procurar / no mar os afogados

Estar na vida
Não sabemos bem a partir de que momento começamos a ter, não tanto a percepção da morte mas a noção de uma mudança na natureza da nossa existência, a perda da ilusão de energia que tinha sido a nossa, igual à do adolescente que entra na carruagem do metro e, cumprimentando outro com uma forte palmada da sua mão na dele, ignora a morte, mas ignora talvez também a vida, não sabe que está na vida.

Reconciliações
Dão-se nos sonhos reconciliações / em lugares blindados // onde não entra nunca a realidade / e o amor é apenas o desejo // que supomos vivir ou ter vivido / no poço onde jamais pudemos separar / as águas no perdido / leito do rio que julgámos vivo // das que na curva turva da memória / correm de novo agora e não nos molham



 
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