Bienvenido
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
74
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
85
86
87-88
Contactar
Buscar


Designed by:
SiteGround web hosting Joomla Templates

Poemas / Artur Rogério PDF Imprimir E-Mail

 Amigo
La vieja catinguera que por aquí pasó y bocinó que tendrás una
vida aseada, viciosa, más de glorias
Quiere verte muerto
Aquel perro bobo como un lobo
Quiere verte muerto
Emília del Sítio del Picapau Amarelo
Quiere verte muerto
Pollyanna, la de Eleanor H. Porter
Quiere verte muerto
Y el alma buena sin rastro que hizo guardia el día en que tu madre
murió
Quiere verte muerto
Y el hilito de sol que revivió las mariposas extintas de entre los escombros
del cobertor desierto
Quiere verte muerto
Y el papagayo de tu vecina, que aprendió ayer a cantar el himno del
Sport
Y tu sombra
Y tus uñas curvas, afiladas, de abrir cocos
Y tu cocina
Y la calaverita de la gata manca enterrada en el patio
Y tu amigo
La vieja catinguera que por ahí pasó y exhaló que tendrás una
vida, ella está alegrísima, allí, oh, acaba de chupar una paleta azul
comprada con tus monedas, las que reservaste para la última oferta a
Dios

Y ese tipo marcó a la policía
Eres el poodle
Eres el poema
El Diablo, el más grande abogado de la vida
Quiere verte muerto
Y el fin de año, Chico Buarque, la Praça da Matriz, tu tiempo
vencido, tu edad, tu vejez, tu oro, el tipo que prende las luces
de la ciudad, la muchacha, la memoria del aura visionaria que giraba en el
descampado abrazando alegremente hojas secas, pieles de cobra,
suspiros apasionados, cuando tú eras alegre, a tu muerte
Quiere verte muerto
Más muerto
Más muerto que esto
Más muerto
Que el inicio 

Alegría
La poesía tristísima, no la conozco
Apenas un dolor de lado
Ilusiones de carne y hueso que a veces difuntan y tienen mañana que
perfuman
Porque bello es el misterio
Y sombríos son esos arquitectos de esferas marchitas
Barbechadas de demonios y sus contratos doblados en bolsos sin
costura
Que
Una vez firmados
Sirven apenas a la voracidad de la hoguera
De la primera muerte

La vida bella, tal cual, no la conozco
Apenas un verso maquillado, una historia, un deseo de no saber
morir
Porque bello es lo que sobra
Es aquello con lo que regamos los pies del poste
Porque bella es la sombra
Y sombrías son estos estantes de libros que cacarean cacareos de
raza
Porque bella es la poesía
El misterio
Que sobra

Si yo pudiera, yo no escribía
Si yo pudiera, yo me quedaba ahí apoltronado todo el día, de espaldas a las
chingaderas de la vida
Pero esta alegría
Esta pequeña y sombría alegría divina mía
Todavía me humaniza

Versiones del portugués de Sergio Ernesto Ríos

Amigo
A velha catingueira que por aqui passou e buzinou que terás uma / vida asseada, viçosa, mais de glórias / Quer te ver morto / Aquele cachorro tolo como um lobo / Quer te ver morto / Emília do Sítio do Picapau Amarelo / Quer te ver morto / Pollyanna, a de Eleanor H. Porter / Quer te ver morto / E a boa alma sem rastro que te fez guarda no dia em que tua mãe / morreu / Quer te ver morto / E o fiozinho de sol que reviveu as borboletas extintas dos escombros / do cobertor deserto / Quer te ver morto / E o papagaio da tua vizinha, que aprendeu ontem a cantar o hino do / Sport / E a tua sombra / E tuas unas, curvas, afiadas, de furar coco / E a tua cozinga / E a caveirinha da gata manca enterrada no quintal / E o teu amigo / A velha catingueira que por aqui passou e assoprou que terás uma / vida, ela está alegríssima, alí, ó, acaba de chupar um picolé azul / comprado com as tuas moedas, as que reservastes à última oferta a / Deus // E aquele cara ligou para a policía / És o poodle / És o poema / O diabo, maior advogado da vida / Quer te ver morto / E o réveillon, Chico Buarque, a Praça da Matriz, o teu tempo / vencido, tua idade, a tua velhice, teu ouro, o cara que acende as luzes / da cidade, a menina, a memoria da aura visionária que girava no / descampado abraçando alegremente folhas secas, peles de cobra, / suspiros apaixonados, quando tu eras alegre, a tua norte / Quer te ver morto / Mais morto / Mais morto que issso / Mais morto / Que o início

Alegria
A poesia tristíssima, não a conheço / Apenas uma dor de lado / Ilusões de carne e osso que às vezes defuntam e tem manhã que / perfumam / Porque belo é o mistério / E sombrios são esses arquitetos de esferas encarquilhadas / Arroteadas de demonios e seus contratos dobrados em bolsos sem / costura / Que / Uma vez assinados / Servem apenas à fome da fogueira / Da primeira norte // A vida bela, assim, não a conheço / Apenas um verso maquiado, uma história, um desejo de não saber / morrer / Porque belo é o que sobra / É aquilo com que regamos os pés do poste / Porque bela é a sombra / E sombrias são esas estantes de livros que cacarejam cacarejares de / raça / Porque bela é a poesia / O mistério / Que sobra / Se eu pudesse, eu não escrevia / Se eu pudesse, eu ficava ali espreguiçado o dia todo, de costas às / medonhezas da vida / Mas esta alegría / Esta mina pequeña e sombria alegria divina / Ela ainda me humaniza

 


 
< Anterior   Siguiente >

https://luvina.com.mx/foros, Powered by Joomla! and designed by SiteGround web hosting